O salário mínimo vai subir para R$ 1.621 em 2026. O anúncio foi feito pelo governo federal e representa um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual. O reajuste começa a valer em janeiro, mas o dinheiro só cai na conta dos trabalhadores e beneficiários em fevereiro.
Além do impacto direto no bolso de quem recebe o piso nacional, o novo salário mínimo também muda valores de benefícios sociais e previdenciários pagos pelo governo. A seguir, veja o que muda na prática.
Salário mínimo impacta milhões de brasileiros
O governo calcula o reajuste com base na inflação medida pelo INPC e no crescimento da economia. Para 2026, o aumento total ficou em 6,79%, dentro do limite imposto pelo arcabouço fiscal.
Segundo dados do IBGE, mais de 35% dos trabalhadores brasileiros recebem até um salário mínimo. Isso representa cerca de 31 milhões de pessoas diretamente afetadas pelo novo valor.
Benefícios do INSS sobem com o novo piso
Com o novo salário mínimo, o menor valor dos benefícios pagos pelo INSS passa automaticamente para R$ 1.621. Isso inclui aposentadorias, pensões e auxílios previdenciários.
Cerca de 70% dos benefícios pagos pelo INSS correspondem exatamente ao piso nacional. Quem recebe acima do mínimo terá reajuste com base no INPC acumulado, divulgado no início de janeiro.
Contribuição ao INSS também aumenta
As contribuições previdenciárias passam a ser calculadas com base no novo salário mínimo. A alíquota mínima é de 5% sobre o valor do piso.
Na prática, isso significa que trabalhadores e contribuintes individuais vão pagar um pouco mais ao INSS a partir de 2026.
Abono salarial tem novos valores
O abono salarial também sofre impacto direto com o reajuste do valor. Em 2026, o valor do benefício vai variar entre R$ 135,08 e R$ 1.621, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base de 2024.
O governo paga o benefício a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos por mês e cumprem os critérios exigidos por lei.
BPC passa a pagar R$ 1.621
Idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também passam a receber R$ 1.621 por mês.
O BPC garante um salário mínimo a quem não tem meios de se sustentar e não recebe nenhum outro benefício do INSS, desde que a renda familiar per capita seja de até um quarto do salário mínimo.
Seguro-desemprego sobe junto com o salário mínimo
A parcela mínima do seguro-desemprego passa a ser de R$ 1.621 em 2026. O benefício é pago a trabalhadores demitidos sem justa causa e segue regras específicas para concessão.
Quem fez acordo para demissão não tem direito ao pagamento do seguro.