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CEO Paolo Casadonte analisa impacto do acordo Mercosul-UE no Tudo Pode

Especialista detalhou os bastidores do acordo firmado após 26 anos de negociações
CEO da Ventana Serra do Brasil, Paolo Casadonte, participou do podcast Tudo Pode em Santos

O acordo entre Mercosul e União Europeia impactará diretamente a economia do Brasil. Para debater o tema, o podcast Tudo Pode, da VTV SBT, recebeu nesta terça-feira (16) o CEO da Ventana Serra do Brasil, Paolo Casadonte, que compartilhou sua visão sobre o cenário do comércio internacional.

O tratado histórico entre os países da América do Sul e da Europa foi firmado após 26 anos de complexas negociações. De acordo com o especialista, houve uma articulação massiva entre as nações para que o documento fosse finalmente concluído.

Casadonte explica ainda que, após a divulgação oficial, muitos brasileiros passaram a acreditar que a parceria daria origem à maior zona de livre comércio do mundo. Porém, ele pede cautela com as informações recebidas, pois, apesar de o tratado facilitar os negócios e as exportações, ainda há muitas notícias difusas sobre o tema.

“Vi nas redes sociais publicações dizendo que seria a maior área de livre comércio do mundo, mas não é o caso. Ainda assim, é um passo muito importante. Trata-se de uma posição de protagonismo que tira o bloco um pouco do dualismo entre China e Estados Unidos”, afirmou.

CEO da Ventana Serra do Brasil, Paolo Casadonte, participou do Tudo Pode da VTV SBT nesta terça-feira
Foto: Isadora Nogueira

Foto: Isadora Nogueira

Expectativa e logística

Além disso, o executivo prevê que o Brasil ganhará forte destaque entre as indústrias e empresas do Mercosul.

“O Brasil, por si só, pode ser considerado o celeiro do mundo. O país é um grande fornecedor de commodities e softwares para a União Europeia. Então, já era de se esperar que a União Europeia segurasse um pouco as alíquotas”, analisou.

Para além do crescimento brasileiro, os demais países do bloco também se beneficiarão. Casadonte destacou, ainda, a importância dos portos, que operam como os principais meios de escoamento e transporte dessas mercadorias.

Sobre a logística empresarial, o CEO afirma que sua equipe precisa ficar ligada 24 horas por dia. Como exemplo da volatilidade internacional, ele cita a expectativa pelo fim das tensões entre os Estados Unidos e o Irã que, de repente, foi atropelada por um novo “tarifaço” do governo Trump.

Para ele, no mercado de comércio exterior é preciso estar sempre preparado para mudanças inevitáveis que chegam de surpresa.

“Ontem acordamos com mais um tarifaço, um imposto que elevou as alíquotas sobre commodities muito importantes para o Brasil. O ferro, o açúcar e seus derivados agora terão uma tarifa de 37,5%. Toda a nossa logística teve que mudar”, lamentou.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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