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Vai viajar no Carnaval? Confira os cuidados ao usar Pix no exterior

Brasileiros já utilizam o Pix fora do país, mas ferramenta ainda exige atenção redobrada
como usar pix fora do país

O Pix já se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Rápido, prático e disponível 24 horas por dia, ele faz parte da rotina de milhões de brasileiros.

Com o Carnaval chegando, muita gente vai aproveitar o feriado para viajar ao exterior. E aí surge a dúvida: dá para usar Pix fora do país? E, mais importante, é seguro?

Embora o Banco Central já tenha sinalizado a expansão internacional do sistema nos próximos anos, muitos brasileiros já realizam pagamentos internacionais por meio de soluções que integram o Pix. O problema é que nem todo mundo conhece os riscos e cuidados envolvidos nesse tipo de transação.

Para esclarecer o tema, a VTV News conversou com Thiago Zaninotti, CTO da Celcoin, infratech financeira especializada em infraestrutura de pagamentos.

Ele também enviou à nossa reportagem um material exclusivo com orientações práticas para quem pretende usar o Pix em transações internacionais.

Pix no exterior já é realidade em alguns países

Segundo o especialista, o Pix já é aceito como meio de pagamento para brasileiros em países como Argentina, França e Paraguai, por meio de integrações que utilizam o padrão internacional ISO 20022, o mesmo adotado pela rede Swift.

Apesar disso, ele faz um alerta: a experiência fora do Brasil pode ser diferente da que o usuário está acostumado.

“As transações no exterior exigem atenção especial. Os cuidados básicos são semelhantes ao de uma transação doméstica, mas podem se tornar mais complexos diante de barreiras de idioma e diferenças culturais”, explica Zaninotti.

Ou seja, o Pix continua sendo seguro, mas o contexto muda quando a operação envolve sistemas internacionais.

Cuidados para usar Pix em transações internacionais

Com base no material enviado à VTV News, o especialista listou quatro orientações principais para quem pretende usar o Pix fora do Brasil.

1. Cheque a idoneidade de todos os participantes

Antes de qualquer pagamento, é essencial verificar quem está do outro lado da transação.

“O primeiro passo é verificar se as entidades ou empresas estrangeiras envolvidas na operação são reconhecidas e confiáveis e checar se a instituição mantém as mesmas características de segurança e funcionalidade que o Pix oferece no Brasil”, orienta.

Essa verificação reduz o risco de golpes e problemas com intermediários pouco transparentes.

2. Fique de olho no identificador único da transação

Um dos grandes diferenciais do Pix é o rastreamento. Conhecido como end2end, o identificador da transação é um número único que garante a rastreabilidade daquele envio no Banco Central.

Em caso de qualquer problema, esse código pode ser fundamental para localizar a operação e iniciar um pedido de devolução.

3. Peça devolução ou estorno imediatamente

O Pix é quase instantâneo e isso significa que qualquer erro também se resolve com urgência.

“Em caso de erro, agir imediatamente é essencial. O usuário deve entrar em contato com a instituição financeira assim que perceber o problema”, destaca o CTO da Celcoin.

Ele lembra que a velocidade do sistema pode ser uma aliada na recuperação de valores, especialmente por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta que permite bloquear e devolver valores em situações específicas.

4. Mantenha comunicação constante com o provedor

Outro ponto importante é saber exatamente como falar com a instituição responsável pela operação.

“É ideal que o usuário tenha um canal de comunicação claro para contatar o provedor da transação”, afirma Zaninotti.

Antes de enviar dinheiro, vale conferir quais são os canais de atendimento disponíveis e tirar dúvidas, se necessário.

Fiz um Pix errado e agora?

Se você digitou a chave errada ou confirmou sem perceber, o dinheiro cai quase instantaneamente na conta do destinatário.

Nesse caso:

  1. Entre imediatamente em contato com o seu banco pelo app ou telefone.
  2. Informe que houve erro na transferência.
  3. Solicite a abertura de pedido pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O banco pode tentar bloquear o valor na conta de destino. Quanto mais rápido você agir, maiores as chances de recuperar.

Se houver suspeita de golpe, além de avisar o banco imediatamente, registre um boletim de ocorrência e guarde todos os comprovantes. O tempo é decisivo nesses casos.

O futuro do Pix fora do Brasil

Apesar dos cuidados necessários, o especialista acredita que o Pix continuará avançando internacionalmente.

Por ser operado diretamente pelo Banco Central, o modelo brasileiro é diferente de muitos sistemas internacionais, que dependem de associações bancárias ou câmaras privadas.

“Talvez por isso a expansão internacional, especialmente na América Latina, ainda enfrente desafios. Em muitos casos, o controle das operações está nas mãos de associações bancárias ou câmaras de liquidação, que têm pouco incentivo para criar soluções de pagamento instantâneo”, conclui.

Enquanto o Pix internacional oficial não é lançado de forma ampla, o recado é claro: praticidade sim, mas com atenção redobrada.

Se a ideia é viajar no Carnaval, o planejamento financeiro também precisa entrar na mala.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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