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Inflação cai para 5,30%: por que isso ainda preocupa a economia?

Boletim Focus também manteve previsão da Selic em 14%
Logotipo e fachada do Banco Central do Brasil em destaque, com a palavra “BANCO CENTRAL DO BRASIL” e o símbolo da instituição, imagem que remete a temas de inflação e política monetária.

A inflação prevista pelo mercado financeiro para 2026 caiu para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6), pelo Banco Central. Na semana anterior, a estimativa estava em 5,33%.

Apesar da queda, o número ainda fica acima da meta oficial perseguida pelo Banco Central. O centro da meta é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.

O boletim Focus reúne projeções de analistas do mercado para indicadores como IPCA, Selic, PIB e dólar. Por isso, o relatório costuma servir como termômetro para acompanhar as expectativas sobre a economia brasileira.

Inflação cai após semanas de alta nas projeções

A nova projeção da inflação marcou a primeira redução após 16 semanas, segundo os dados do boletim Focus. Mesmo assim, o percentual de 5,30% ainda mostra que o mercado espera um IPCA pressionado em 2026.

O IPCA é o índice oficial da inflação no Brasil. Ele mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias, como alimentos, transporte, saúde, educação e moradia.

Para 2027, a previsão subiu levemente, de 4,17% para 4,18%. Já as estimativas para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Selic deve encerrar 2026 em 14%

Além da inflação, o mercado também manteve a projeção para a taxa Selic em 14% ao ano no fim de 2026. Hoje, a taxa básica de juros está em 14,25%.

Essa previsão indica que os analistas ainda esperam mais um corte nos juros até o fim do ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027, a expectativa da Selic permaneceu em 12% ao ano. As projeções para 2028 e 2029 também não mudaram e ficaram em 10,5% e 10% ao ano.

PIB e dólar seguem estáveis no Focus

A projeção para o Produto Interno Bruto, o PIB, ficou em 1,99% para 2026. O indicador mede a soma de bens e serviços produzidos no país e mostra o ritmo de crescimento da economia.

Para 2027, a estimativa subiu de 1,68% para 1,69%. Já para 2028 e 2029, o mercado manteve a previsão de crescimento em 2%.

No câmbio, a estimativa para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a projeção ficou em R$ 5,58. Para 2028, o mercado manteve a previsão em R$ 5,35, enquanto 2029 seguiu em R$ 5,40.

Os dados completos do boletim Focus podem ser acompanhados nas publicações oficiais do Banco Central.

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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