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INSS barra novos consignados do C6 e decisão atinge aposentados

Medida vale até que valores cobrados indevidamente sejam devolvidos aos beneficiários
INSS barra novos consignados do C6 e decisão atinge aposentados. Foto: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O INSS suspendeu novos empréstimos consignados do C6 Consig para aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social.

A decisão saiu em despacho publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 17 de março, e ganhou força após uma auditoria da CGU apontar indícios de cobranças extras em ao menos 320 mil contratos.

Segundo o instituto, as irregularidades reduziram o valor líquido que chegava aos beneficiários, o que foi tratado como uma conduta grave.

O INSS afirmou que custos como taxas administrativas, seguros e outros encargos fora da operação de crédito consignado são proibidos justamente para proteger a renda de aposentados e pensionistas.

Por que o INSS suspendeu os novos consignados do C6

O INSS suspendeu os novos consignados após identificar que o C6 Consig descumpriu regras do acordo de cooperação técnica ao incluir cobranças indevidas nas parcelas. Segundo o órgão, a proibição continua até que o banco devolva os valores cobrados a mais, com correção.

Antes da decisão, técnicos do instituto se reuniram oito vezes com representantes da instituição financeira entre novembro de 2025 e 19 de janeiro de 2026. Segundo o órgão, essas tratativas não avançaram para um termo de compromisso que resolvesse as irregularidades encontradas.

O que muda para aposentados e pensionistas do INSS

A medida impede novas averbações de crédito consignado do C6 Consig para esse público. O INSS impede aposentados e pensionistas de contratar novos empréstimos consignados pelo C6 Consig enquanto a suspensão continua.

As operações já existentes não foram anuladas pela decisão divulgada nesta terça-feira. O despacho prioriza novas contratações e exige que o banco devolva valores cobrados indevidamente aos beneficiários.

C6 diz que não cometeu irregularidades

O C6 afirmou que discorda integralmente da interpretação do INSS e que vai recorrer à Justiça. Em nota, o banco disse que seguiu as normas vigentes, que o consignado nunca esteve condicionado à compra de outros produtos e que não desconta parcelas mensais relativas a pacote de benefícios.

O banco já havia suspendido, de forma voluntária, no fim de 2025, um pacote de benefícios oferecido a aposentados e pensionistas. Entre os itens citados estavam descontos em farmácias e clínicas médicas, auxílio funeral e acesso gratuito à telemedicina.

Entenda o impacto da decisão do INSS

A decisão do INSS coloca mais pressão sobre a oferta de crédito consignado para aposentados, um público que costuma buscar esse tipo de empréstimo por ter juros menores que outras linhas. O caso também acende um alerta e mostra como cobranças adicionais diminuem o valor que o segurado recebe.

Para quem já tem benefício e pensa em contratar consignado, o episódio reforça a importância de conferir o contrato completo, checar o valor líquido liberado e observar se há inclusão de serviços não solicitados. No caso do C6 Consig, a suspensão segue até nova decisão do instituto.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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