Os preços de medicamentos podem variar mais de 2.400% entre farmácias e drogarias de São Paulo, segundo levantamento do Procon-SP. A pesquisa mostra que o mesmo remédio pode custar dezenas de reais a mais dependendo do estabelecimento, da região e até do canal de venda.
O dado que mais chama atenção envolve um medicamento genérico para disfunção erétil. Em uma farmácia da zona norte, a cartela com 30 comprimidos de 5 mg custava R$ 98,05. Já em uma drogaria da zona sul, o mesmo produto saía por R$ 3,87.
A diferença chegou a 2.433,59%, o que acende um alerta para quem costuma comprar remédios sem comparar valores.
Preços de medicamentos: diferença também aparece nos remédios de referência
A variação não ficou restrita aos genéricos. Entre os medicamentos de referência, aqueles de marca, o Procon encontrou diferença de até 286,11%.
Um remédio usado no tratamento do hipotireoidismo, com 30 comprimidos de 25 mcg, apareceu por R$ 10,73 em uma farmácia e por R$ 41,43 em outra.
Na prática, isso significa que uma simples pesquisa pode gerar economia imediata, principalmente para quem compra remédios de uso contínuo todos os meses.
Genéricos podem pesar menos no bolso
O levantamento também apontou que os genéricos seguem como alternativa mais econômica. Em média, eles custaram 63,05% menos que os medicamentos de referência nas lojas físicas pesquisadas.
Nas compras online, a diferença também apareceu. Segundo o Procon-SP, os genéricos vendidos pela internet ficaram, em média, 20,58% mais baratos do que nas lojas físicas. Já os medicamentos de referência tiveram preços online 8,13% menores.
Mesmo assim, o órgão reforça que o consumidor deve observar o valor final, já que frete, disponibilidade e regras de desconto podem mudar o custo da compra.
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Como economizar na compra de remédios
Antes de comprar, o consumidor deve comparar os preços de medicamentos em mais de uma farmácia. A diferença pode ser grande até entre unidades da mesma rede.
Também vale verificar se o remédio está disponível em programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal. Em alguns casos, o medicamento pode sair de graça ou com desconto.
Outra dica é consultar se o plano de saúde, laboratório ou a própria drogaria oferecem algum programa de desconto ou fidelidade.
O Procon-SP ainda orienta o consumidor a observar se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde. Também é importante conferir lote, prazo de validade e data de fabricação na embalagem e na cartela.
Pesquisa do Procon-SP comparou farmácias físicas e online
A pesquisa foi feita nos dias 19 e 20 de maio em dez farmácias e drogarias da cidade de São Paulo, distribuídas pelas zonas norte, sul, leste, oeste e centro.
O Procon-SP também analisou preços em dez sites de grandes redes. Ao todo, o levantamento comparou mais de 70 medicamentos genéricos e de referência, incluindo antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, antidepressivos, anticoncepcionais e remédios para colesterol, tireoide e pressão arterial.
O resultado mostra que pesquisar antes da compra pode fazer diferença no orçamento, principalmente em famílias que dependem de medicamentos frequentes.