A Ponte Preta conseguiu evitar uma nova punição da Fifa após chegar a um acordo para quitar uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin, referente ao período em que o defensor atuou pelo clube em 2024.
Em janeiro, a entidade máxima do futebol condenou a Macaca a pagar R$ 227.777,75 ao jogador por pendências financeiras acumuladas durante sua passagem pelo Majestoso. Caso o valor não fosse quitado em até 45 dias, a equipe poderia sofrer um novo transfer ban, ficando impedida de registrar novos atletas por até três janelas de transferências.
Para evitar a punição, as partes firmaram um acordo dividindo o pagamento em duas parcelas iguais. A primeira já foi quitada na última semana, enquanto a segunda está prevista para abril. A negociação foi conduzida pela advogada Talita Garcez, que representou o clube no processo.
Inicialmente, a cobrança do atleta girava em torno de R$ 500 mil, incluindo salários atrasados, verbas rescisórias e encargos trabalhistas. No entanto, após análise da Câmara de Resolução de Disputas da Fifa, apenas parte das reivindicações foi aceita. O defensor foi representado pelo advogado João Chiminazzo.

Passagem discreta
Capitão da seleção da Bolívia e atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, Haquin teve uma passagem discreta pela Ponte. Em 2024, disputou apenas 13 partidas e chegou a ficar cerca de seis meses sem atuar por decisão técnica durante o período em que Nelsinho Baptista comandava a equipe.