O Irã afirmou ter impedido navios de guerra dos Estados Unidos de entrar no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), enquanto os EUA negam ter sido atacados. Em resposta, Trump autorizou uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima devido à escalada da tensão no Oriente Médio.
Um dia após Trump anunciar uma operação para escoltar navios no Oriente Médio, o Irã divulgou nesta segunda-feira um novo mapa do Estreito de Ormuz, traçando linhas vermelhas que delimitam a área sob controle de suas forças militares. A linha a oeste da passagem conecta a ilha iraniana de Qeshm à costa dos Emirados Árabes Unidos, a noroeste de Dubai, enquanto a linha ao sul de Ormuz une a costa norte de Omã à costa iraniana.
A Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz ao emitir um ‘aviso rápido e decisivo’, sem confirmar, porém, se houve disparos. Os EUA negam ter sido atacados e afirmam que nenhuma embarcação foi atingida.
Ontem, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para encerrar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que está analisando a resposta de Washington à proposta de 14 pontos, enviada por meio do mediador Paquistão.

Histórico da Guerra
O conflito recente começou em 28 de fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado em vários pontos do Irã, com a expectativa de provocar a rápida queda do regime. O Oriente Médio é uma região de grande importância devido à sua abundância de petróleo, à posição geográfica que conecta várias partes do mundo e à sua relevância militar. Os ataques ao Irã provocaram uma alta significativa no preço do petróleo, e internamente Trump percebeu, com o aumento dos combustíveis, o impacto direto sobre a economia e a opinião pública.
Os Estados Unidos mantêm alianças com países como Israel e Arábia Saudita, enquanto o Irã apoia grupos e governos contrários a essas nações. O conflito é antigo e começa na Revolução Iraniana de 1979, quando o Irã se tornou uma república islâmica com um governo teocrático e passou a se opor à influência dos EUA na região.