Um menino de 9 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi cercado e agredido por cerca de 20 colegas em frente a uma escola municipal de Praia Grande, na Baixada Santista. O caso aconteceu no último dia 22, por volta de 14h45, e foi denunciado pela mãe da vítima nas redes sociais.
Conforme o relato, o garoto, que não será identificado, foi alvo de socos e chutes em várias partes do corpo na entrada da Escola Municipal Maria Clotilde, localizada na rua Bruno Seabra, no bairro Esmeralda. Enquanto parte do grupo praticava as agressões, outros jovens filmavam e incentivavam a violência.
A mãe do menino, Pamela Neves, de 25 anos, contou que o filho passou mal após o ataque e precisou ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber cuidados médicos. “Meu filho voltou para casa chorando, todo machucado e em choque. Ele não merecia passar por isso”, disse.
Irmão mais velho foi o primeiro alvo de provocações
Segundo a mãe, o menino estava acompanhado do irmão mais velho, ambos esperando no portão da escola após o término da aula, quando começaram as provocações. O irmão foi alvo de xingamentos, e o menino de 9 anos tentou defendê-lo. A atitude irritou o grupo, que cercou o mais novo e iniciou as agressões.
Pamela afirma ainda que procurou ajuda da direção da escola, mas não recebeu apoio no primeiro momento. Segundo ela, a unidade se recusou a intervir porque a criança não conseguiu identificar os agressores. “Disseram que não podiam fazer nada. Meu filho ficou desamparado”, relatou.

Escola identificou nomes e mãe acionou autoridades
A mãe conta que, após a repercussão do caso nas redes sociais, a direção da unidade entrou em contato na última terça-feira (26). Segundo ela, a escola conseguiu identificar nomes de alunos envolvidos e solicitou as imagens das câmeras de monitoramento para apurar os fatos. “Agora eles estão tomando todas as medidas para punir os responsáveis”, explicou.
Além da ação da escola, Pamela disse que também tomou providências legais. O VTV News apurou que ela registrou boletim de ocorrência (BO), fez denúncia ao Ministério Público (MP) e acionou o Conselho Tutelar. “Eu quero crer que a justiça será feita. E mesmo que a justiça do homem falhe, eu sei que a de Deus nunca falha”, afirmou a mãe.
A Reportagem entrou em contato com os órgãos responsáveis pela investigação do caso, mas ainda não obteve retorno.