Um novo vídeo mostra o piloto de paramotor Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, decolando momentos antes do acidente que provocou a morte dele em Itanhaém, no litoral de São Paulo. A gravação foi feita pelo instrutor que acompanhava o voo e registra Adriano utilizando uma nova asa no equipamento.
As imagens mostram o início do voo na praia de Bopiranga, no domingo (23). Adriano ganha altura e segue sobre a faixa de areia antes de desaparecer do enquadramento (confira o vídeo abaixo).
Adriano caiu de aproximadamente 10 metros de altura depois que uma linha de pipa teria atingido o equipamento e provocado o rompimento da asa. Ele foi encontrado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com trauma e hematoma na região frontal, além de fratura na tíbia e escoriações.
Politraumas
Adriano foi levado ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde passou por exames, incluindo tomografia. Também foram constatadas uma fratura em uma costela e um hematoma na região glútea. Por volta das 21h, ele foi transferido para o Hospital Ana Costa, em Santos, devido ao agravamento do quadro.
Durante a madrugada de segunda-feira (24), ele passou por uma cirurgia para identificar e controlar a origem de um sangramento interno na região do glúteo. A pressão arterial permanecia instável e o quadro não melhorava. Adriano morreu e o caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial (DP) de Itanhaém.
O que diz a Prefeitura
Em nota ao VTV News, a Prefeitura de Itanhaém, por meio da Secretaria de Saúde, informou que o uso, o fornecimento e a venda de cerol são proibidos no município pela Lei Municipal nº 4.351, de 2019.
A Administração também afirmou que “os pais e/ou responsáveis legais respondem civilmente pelos ilícitos praticados por seus filhos menores ou representados legais”, conforme previsto no artigo 932 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, o Código Civil. A Prefeitura informou ainda que a Guarda Civil Municipal (GCM) não recebeu nenhuma denúncia relacionada ao uso de cerol na data do ocorrido.

Quem era o piloto
Adriano era morador de Cubatão e trabalhava como encarregado de máquinas pesadas em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele era casado havia mais de 20 anos com a cabeleireira Ivaneide da Silva Vicente e deixa uma filha de 16 anos. O corpo do piloto foi velado e sepultado nesta quarta-feira (26), em Cubatão.