O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se desincompatibilizará da pasta na próxima semana, para concorrer ao governo do Estado de São Paulo, segundo fontes próximas ao ministro. A decisão atende ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera a presença de Haddad na corrida paulista estratégica para fortalecer a base eleitoral do partido.
Disputa em São Paulo e impacto no cenário nacional
Haddad, que inicialmente demonstrou resistência, aceitou o convite de Lula em um jantar, quando o presidente destacou a importância de sua candidatura para o Palácio dos Bandeirantes. O ministro vinha ponderando que Lula apresentava desempenho mais sólido na corrida presidencial em comparação a 2022, quando disputou contra Jair Bolsonaro ocupando a presidência. No entanto, recentes pesquisas de intenção de voto mostram um cenário mais acirrado para o segundo turno, com vantagem mínima para o presidente, o que reforçou a necessidade de Haddad disputar em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Pela legislação eleitoral, ministros que desejam concorrer a cargos eletivos precisam se afastar de suas funções oficiais até seis meses antes da votação, prazo que neste ano se encerra no início de abril. O cumprimento dessa exigência garante que Haddad possa registrar sua candidatura e participar formalmente do pleito estadual.
A estratégia eleitoral do PT
A entrada de Haddad na disputa estadual é vista como uma manobra estratégica do PT para consolidar a presença no governo paulista e fortalecer o campo de aliados para a eleição presidencial. O atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos e aliado de Bolsonaro, lidera pesquisas iniciais para o comando do estado, tornando a corrida ainda mais competitiva.
Segundo especialistas, o desempenho de Haddad em São Paulo poderá influenciar diretamente o resultado nacional, dado o peso do eleitorado paulista na composição do Congresso e nas projeções do segundo turno presidencial.
Contexto das pesquisas
Levantamentos recentes indicam que Lula mantém vantagem em relação a Flávio Bolsonaro, mas com diferença reduzida, tornando o segundo turno imprevisível. Essa conjuntura reforça a relevância de Haddad como candidato e articulador político, com potencial de mobilizar apoio e consolidar alianças em um estado decisivo.