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PEC da Blindagem: veja como votaram os deputados da baixada, Campinas e Bragança

A PEC da Blindagem teve 353 votos favoráveis no 1º turno e 344 no 2º — ambos com margem confortável acima dos 308 votos necessários.
Plenário da Câmara dos deputados (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), em dois turnos, a proposta de emenda constitucional que amplia a blindagem judicial de deputados, senadores e dirigentes partidários, a “PEC da Blindagem”. A medida altera dispositivos da Constituição de 1988 e reforça o foro privilegiado, limita medidas cautelares da Justiça e institui votação secreta para decidir sobre prisões em flagrante.

A PEC teve 353 votos favoráveis no primeiro turno e 344 no segundo — ambos com margem confortável acima dos 308 votos necessários.

O texto é patrocinado por líderes do Centrão e foi negociado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), após motim da oposição que travou a Mesa Diretora em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como votou o deputado da região Bragantina?

  • Saulo Pedroso (PSD) – Não

    • (Obs: o posicionamento foi mantido nos dois turnos de votação.)

Como votaram os deputados da região de Campinas?

  • Carlos Sampaio (PSD) – Não

  • Jonas Donizette (PSB) – Sim

  • Bruno Ganem (PODE) – Sim

  • Kim Kataguiri (União) – Não

Como votaram os deputados da baixada santista?

Dois destaques ainda devem ser votados para possíveis alterações no texto. Depois disso, a PEC segue para o Senado. Se também aprovada em dois turnos naquela Casa, será promulgada sem necessidade de sanção presidencial.

Divisão partidária sobre a PEC da Blindagem

A proposta teve apoio expressivo de partidos do campo conservador. O PL, de Jair Bolsonaro, registrou 83 votos favoráveis, seguido do Republicanos (42) e do PRD (5), sem votos contrários. O PT teve 12 votos a favor da PEC no primeiro turno. PSOL e PCdoB votaram integralmente contra: 14 e 9 votos, respectivamente.

Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Fotos Júlio Dutra) Anistia
Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Fotos Júlio Dutra)

Mudanças no foro e proteção contra medidas cautelares

  • Entre os principais pontos da proposta, está a exigência de autorização prévia da Câmara ou do Senado para que um parlamentar seja processado criminalmente.

  • A autorização será dada em votação aberta e deve ocorrer no prazo de até 90 dias após o pedido do Supremo Tribunal Federal. Caso o Legislativo não delibere, o processo poderá seguir normalmente.

  • A PEC também determina que somente o STF poderá impor medidas cautelares a deputados e senadores, excluindo tribunais inferiores dessa competência. As medidas cautelares incluem, por exemplo, restrições de liberdade e proibição de contato com testemunhas durante investigações.

  • A proposta retoma uma controvérsia jurídica da lei legislativa acerca da possibilidade do Congresso barrar prisões em flagrante por crime inafiançável. O texto aprovado estabelece que o STF deverá enviar os autos da prisão ao Legislativo em até 24 horas, e caberá à maioria dos parlamentares decidir, por voto secreto, se a detenção será mantida.

Esse mecanismo já foi usado em 2021, no caso do deputado Daniel Silveira, preso após divulgar vídeo em que fazia apologia ao AI-5. A diferença, agora, é que a regra passa a estar expressamente prevista na Constituição, sob nova redação.

Foro para presidentes de partidos

Outro ponto sensível da PEC da Blindagem é a ampliação do foro especial por prerrogativa de função aos presidentes de partidos com representação no Congresso Nacional.

A partir da promulgação, eles também passarão a ser julgados diretamente pelo Supremo em casos de infrações penais comuns — o mesmo tratamento dado ao presidente da República, ao vice, aos congressistas, aos ministros do STF e ao procurador-geral da República.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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