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PGR pede a condenação do Bolsonaro: o que acontece agora?

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, na noite desta segunda-feira (14), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Jair Messias Bolsonaro Lula Marques Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, na noite desta segunda-feira (14), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O parecer, enviado à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), solicita que o ex-mandatário e os demais integrantes do núcleo central da ofensiva institucional sejam punidos por crimes cuja soma de penas pode ultrapassar quatro décadas de prisão.

O documento classifica Bolsonaro como comandante da articulação que pretendia subverter a ordem democrática. O processo agora entra na fase de alegações finais — a última manifestação das defesas sobre os autos, provas, depoimentos e interrogatórios colhidos durante a investigação.

Cid falará primeiro, por acordo de delação

Diferentemente do rito tradicional, as alegações finais não serão simultâneas para todos os réus. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente-coronel do Exército, será o primeiro a se manifestar. Réu no processo, Cid firmou acordo de colaboração premiada com a PGR e é apontado como peça-chave da acusação — suas declarações embasaram a estrutura investigativa do caso e foram as primeiras ouvidas pelo Supremo.

O prazo de quinze dias úteis para Cid apresentar suas alegações começou a contar nesta terça-feira (15). Apenas após esse período, terá início o prazo comum aos demais réus — entre eles o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça.

PGR Paulo Gonet (Foto: Reprodução)
PGR Paulo Gonet (Foto: Reprodução)

Prazo corre durante o recesso por haver réu preso

O cronômetro legal dos quinze dias úteis segue correndo mesmo durante o recesso do STF, uma vez que há réu preso no processo — no caso, o general Braga Netto. Concluída essa fase, o relator Alexandre de Moraes poderá marcar o julgamento na Primeira Turma, composta também pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. Moraes será o primeiro a votar, seguido pelos demais membros do colegiado.

Com a conclusão das alegações finais e a inclusão do processo na pauta de julgamento, caberá ao Supremo decidir se Bolsonaro será condenado pela tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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