Três homens foram presos suspeitos de alugar uma mansão de luxo em Guarujá, na Baixada Santista, para aplicar golpes financeiros. Segundo a Polícia Civil, o imóvel era utilizado como uma “central de estelionato”, onde os suspeitos operavam fraudes eletrônicas. As prisões ocorreram na quarta-feira (14), no Jardim Virgínia.
A investigação começou após o proprietário da mansão procurar a polícia e relatar ter sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 24 mil com a locação do imóvel. O pagamento foi realizado com um cartão de crédito pertencente a outra vítima, utilizado sem autorização. A denúncia deu início às diligências da Polícia Civil.
Os investigadores, então, passaram a monitorar a residência de forma discreta. Durante a observação, foi notada uma movimentação intensa no imóvel, com entradas e saídas frequentes dos suspeitos. O comportamento levantou suspeitas de que o local estava sendo usado como base para atividades criminosas.
Campana
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Civil montou uma campana velada para acompanhar a rotina no endereço. Os agentes observaram que os três homens permaneciam grande parte do tempo ao telefone. Tudo ficou mais claro com a chegada de um veículo de luxo, uma BMW X1, à garagem da mansão.
Diante disso, os policiais decidiram agir. Ao perceberem correria dentro do imóvel no momento da aproximação da equipe, os agentes entraram rapidamente para evitar fuga ou destruição de provas. Ainda conforme o registro policial, os suspeitos foram encontrados no interior da residência e detidos em flagrante.
Os presos foram identificados como José Pedro Felipe, de 36 anos, Islam Rodrigues Lucas, de 21, e Welliton Marcos Pincerno, de 30 anos (veja acima). Questionados informalmente, eles admitiram ter alugado a mansão utilizando cartão de crédito de terceiro. A ocorrência foi registrada como estelionato e associação criminosa.
Material apreendido para investigação
Durante a vistoria no imóvel, a polícia apreendeu cerca de R$ 5 mil em dinheiro. Também foram recolhidos aproximadamente 40 chips de telefonia, cinco celulares e dois notebooks. Segundo os investigadores, os próprios suspeitos relataram que os chips e aparelhos eram usados para aplicar diversos golpes.
Na delegacia, os policiais entraram em contato com o dono do cartão utilizado na locação. O homem, de 68 anos e morador de outra cidade, informou ter sido vítima de outros três golpes na mesma semana. Ele afirmou ainda que havia solicitado o estorno do valor junto à operadora do cartão de crédito.
Durante o depoimento formal, os três suspeitos optaram por permanecer em silêncio. Mesmo assim, diante do material apreendido, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do trio, que foi aceita. O veículo BMW X1 também foi apreendido, e as investigações seguem para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos.