Os advogados da atriz e cantora Larissa Manoela ingressaram com um recurso de apelação na 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca para que seja reconhecido o direito da artista a receber indenização por danos morais da gravadora Deck Produções Artísticas Ltda.
Em abril, a Justiça já havia determinado a extinção do contrato de exclusividade de caráter vitalício, firmado em 2012, quando a então atriz mirim tinha apenas 11 anos.
A ação é contra os pais?
Não. Apesar de o contrato ter sido assinado enquanto Larissa ainda era agenciada pelos pais, Silvana Taques e Gilberto Elias, a ação atual é exclusivamente contra a gravadora. Os pais, inclusive, já não fazem mais parte do quadro societário da Deck.
A assessoria da atriz reforçou, em nota, que as informações de que Larissa estaria processando os pais não procedem.

A informação noticiada hoje pela coluna do Ancelmo Gois (Jornal O Globo) de que Larissa Manoela está processando os pais NÃO PROCEDE. Esse título traz uma inverdade e a equipe da artista já entrou em contato com a coluna. Há uma grave informação que não é verdadeira. A ação foi…
— Larissa Manoela 🌟👠 (@larimanoela) November 18, 2025
Motivos do processo
Segundo a defesa da artista, o contrato firmado com a Deck continha cláusulas consideradas “ilegítimas, abusivas e sem possibilidade de resilição unilateral”, o que teria colocado Larissa em posição de vulnerabilidade e dependência durante anos.
A ruptura com os pais
A relação profissional entre Larissa e seus pais chegou ao fim em 2023, quando ela, aos 22 anos, decidiu assumir o controle total da própria carreira.
Em entrevista ao Fantástico, à época, Larissa contou que não concordava com a forma como seus negócios estavam sendo administrados e que essa decisão gerou desentendimentos familiares. O casal era responsável pelos contratos da filha por meio de três empresas.
Entenda a disputa societária
Larissa Manoela era sócia de três empresas, sendo a principal delas a Dalari, aberta pelos pais em 2014, quando ela tinha 13 anos. Essa empresa concentrava a maior parte dos contratos e do patrimônio acumulado pela atriz em 18 anos de carreira.
Os pais afirmavam que cada um dos três — Larissa, Silvana e Gilberto — possuía 33,33% da sociedade. No entanto, ao consultar contadores, a atriz descobriu que era dona de apenas 2% da empresa.
Em outra empresa, Larissa aparecia como única proprietária, mas uma cláusula concedia aos pais plenos poderes administrativos, permitindo que tomassem decisões e assinassem contratos sem sua autorização.
A terceira empresa, criada em 2022 para reunir bens e contratos da Dalari, nunca chegou a cumprir esse propósito, segundo a atriz.
Tentativas de acordo
Em março deste ano, já com uma nova equipe de advogados, Larissa se reuniu com os pais para tentar um acordo. Inicialmente, propôs uma divisão de 60% para ela e 40% para eles, mas o casal pediu o contrário.
As negociações avançaram para um possível 50% para cada parte, porém os pais condicionaram o acordo ao recebimento de 6% dos ganhos da artista por dez anos, o que Larissa recusou.
Diante do impasse, ela retirou os pais da administração da empresa individual e iniciou um processo para transferir seus contratos da Dalari para a nova empresa que passará a gerir sua carreira daqui em diante..