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MPT determina que Viih Tube e Eliezer paguem R$ 350 mil e gravem vídeos educativos

Decisão do Ministério Público do Trabalho determina o fim do reality show "As Patroas", criado pelo casal para expor seus funcionários
Viih Tube Eliezerde Santos: Viih Tube e Eliezer em imagens de campanha educativa: eles aparecem em cena familiar ao lado de uma equipe reunida em um evento com o letreiro “Sala do RH”.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os influenciadores Viih Tube e Eliezer, determinando o encerramento definitivo do reality show “As Patroas, exibido nas redes sociais do casal.

Segundo o acordo, todo o conteúdo que expõe os funcionários da residência deverá ser retirado do ar em até 48 horas. Além disso, o casal pagará R$ 350 mil por dano moral coletivo.

A investigação foi instaurada após o casal divulgar o reality nas redes sociais. Ao todo, 11 trabalhadores do casal participavam do programa, no qual havia disputas em troca de prêmios em dinheiro, folgas e redução de jornada.

Em uma das dinâmicas, os participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de lixeiras e vasos sanitários. Segundo o MPT, a apuração buscou verificar a violação dos direitos dos trabalhadores ao expor suas imagens publicamente com finalidade comercial.

Acordo com o MPT

O acordo foi assinado no início de julho, após audiência em Barueri (SP). Para a procuradora do Trabalho Patrícia Mauad Patruni Isotton, o caso traz visibilidade a uma categoria frequentemente vulnerável.

“A repercussão que o tema ganhou é uma oportunidade valiosa para que a sociedade conheça melhor os direitos dos empregados domésticos, muitas vezes invisibilizados, e entenda que o consentimento do trabalhador não autoriza a exposição de sua imagem a situações humilhantes”, destacou a procuradora.

Proibições e novas regras para redes sociais

Pelas cláusulas do TAC, Viih Tube e Eliezer estão proibidos de produzir ou divulgar conteúdos que submetam trabalhadores a situações degradantes ou humilhantes, mesmo que haja autorização prévia. O casal também não poderá exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções similares.

Caso algum empregado participe de vídeos futuros, a adesão deverá ser estritamente voluntária, formalizada por escrito e sem qualquer tipo de prejuízo ou retaliação para quem optar por ficar fora das gravações.

Além da indenização financeira e da exclusão do material, os influenciadores terão que publicar três vídeos educativos em suas redes sociais abordando os direitos dos empregados domésticos.

Em caso de descumprimento de qualquer uma das regras, o TAC prevê multa de R$ 50 mil por cláusula violada, com acréscimo de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.

Com informações do SBT News*

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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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