As canetas emagrecedoras podem passar a fazer parte dos tratamentos oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A avaliação do Ministério da Saúde, porém, prevê priorizar pacientes com quadros mais graves de obesidade e pessoas que também tenham outras doenças.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em 17 de setembro que a pasta trabalha na definição de um protocolo clínico para a eventual oferta dos medicamentos. Segundo o ministério, a proposta não é utilizar as canetas apenas para fins estéticos.
Quem poderá receber as canetas emagrecedoras pelo SUS?
A expectativa é que as canetas emagrecedoras tenham como público prioritário pessoas com obesidade grave, especialmente pacientes com obesidade grau 3, além daqueles que apresentam outras condições de saúde associadas.
Entre os grupos que estão sendo avaliados pelo Ministério da Saúde estão pacientes:
- Com obesidade grave e indicação para cirurgia bariátrica;
- Com obesidade associada a problemas cardíacos;
- Com outras doenças que possam ser agravadas pela obesidade.
O Ministério da Saúde também acompanha estudos envolvendo outros perfis de pacientes para entender quais grupos podem obter maior benefício clínico com os medicamentos.
A obesidade grau 3 corresponde, de forma geral, a um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40.
Canetas emagrecedoras já estão disponíveis no SUS?
Ainda não de forma ampla. Apesar dos anúncios sobre a intenção de disponibilizar o tratamento, não há uma data definida para o início da distribuição nacional das canetas emagrecedoras pelo SUS.
A eventual incorporação precisa passar pelas etapas previstas para novos medicamentos no sistema público. A Conitec analisa critérios como eficácia, segurança, custos e impacto no orçamento antes de apresentar sua recomendação.
O próprio Ministério da Saúde informou anteriormente que medicamentos da classe GLP-1 ainda não são oferecidos regularmente pelo SUS e que há uma demanda envolvendo semaglutida em avaliação.
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Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade
Um dos principais estudos conduzidos pelo governo ocorre no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.
Chamado de Real-Bari, o projeto acompanha cerca de 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças e indicação para cirurgia bariátrica.
Os pesquisadores avaliam segurança, resultados clínicos e aspectos econômicos do uso da semaglutida no sistema público. O objetivo também é verificar se o medicamento pode ajudar alguns pacientes a controlar a obesidade e reduzir a necessidade de cirurgia.
O que falta para as canetas chegarem ao SUS?
Antes de uma oferta nacional, o governo ainda precisa concluir avaliações técnicas e definir quais pacientes poderão receber o medicamento.
A incorporação de novas tecnologias ao SUS passa pela análise da Conitec, que considera evidências científicas, benefícios, riscos, custo e impacto orçamentário. Depois da recomendação, a decisão final sobre a incorporação cabe ao Ministério da Saúde.
Por isso, apesar de o governo indicar que pretende disponibilizar as canetas, a distribuição gratuita para a população ainda não começou e não possui calendário nacional definido.




