O estado de São Paulo registrou um salto significativo com as doações de órgãos em 2025. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), o número de doadores cresceu 33,2% neste ano, saltando de 1.023 para 1.363.
Dessa maneira, o aumento no número de doadores, somado a uma queda de 1,3 ponto percentual na recusa familiar, permitiu que o estado realizasse 8.875 transplantes, um acréscimo de 564 procedimentos em relação ao ano anterior.
Maior rede transplantadora do Brasil
Consolidado como a maior rede transplantadora do Brasil, o estado lidera as estatísticas nacionais. Através da Central Estadual de Transplantes, o balanço de 2025 detalha a complexidade das operações realizadas:
- Córnea: 5.886
- Rim: 2.031
- Fígado: 685
- Coração: 148
- Pulmão: 48
- Rim/Pâncreas e Pâncreas isolado: 83 (total)
Para o coordenador da Central de Transplantes, Francisco de Assis Monteiro, o resultado reflete a combinação de dois fatores: a capacitação técnica das equipes de saúde e a crescente conscientização da sociedade.
“Esse trabalho contínuo de sensibilização contribui diretamente para que mais vidas sejam salvas”, destaca.
Fila de espera
Atualmente, 28.852 pacientes ainda aguardam por um órgão em território paulista. Para dar transparência a esse processo, a SES-SP integrou a consulta da fila ao aplicativo Poupatempo, dentro do programa Saúde Digital Paulista. A ferramenta permite que o paciente acompanhe, em tempo real, sua posição e o andamento do cadastro.
O governo estadual ampliou, através da Tabela SUS Paulista, em 80% os valores repassados para sete procedimentos de captação. Com o novo modelo de remuneração, hospitais e entidades filantrópicas podem receber até cinco vezes o valor previsto na tabela federal, garantindo a sustentabilidade financeira das unidades que realizam as cirurgias.
Como funciona a doação
O processo de doação é regido por normas legais e coordenado pelo Sistema Estadual de Transplantes, de forma integrada à rede nacional. A seleção dos receptores é técnica e rigorosa, baseada na compatibilidade sanguínea, genética e física entre doador e paciente, além de priorizar casos de maior gravidade.
Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser cadastrado pela equipe médica responsável diretamente no sistema oficial.
*Com informações da Agência São Paulo