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Como usar o 13º salário para aliviar as contas e começar 2026 no azul

Planejamento simples transforma o 13º salário em aliado e evita apertos
Como usar o 13º salário para aliviar as contas e começar 2026 no azul

O 13º salário chega como um respiro no orçamento de milhões de trabalhadores, mas também pode se transformar em um passo importante para organizar a vida financeira antes do início do próximo ano.

Em um momento em que gastos aumentam, contas de janeiro pesam e muitas famílias lidam com dívidas acumuladas, usar o valor de forma estratégica é o que diferencia quem começa 2026 no azul de quem entra no ano já endividado.

A proposta não é complicar: com escolhas bem simples, o 13º ajuda a aliviar dívidas, cobrir despesas sazonais e até construir uma reserva de emergência. Especialistas lembram que o benefício deve ser encarado como parte do planejamento, e não como um “dinheiro extra” para consumo impulsivo.

O que fazer com o 13º salário?

Antes de decidir como usar o valor, é importante entender como está o orçamento atual. Essa análise inicial ajuda a identificar prioridades e evita que o dinheiro seja usado sem estratégia.

O vice-presidente executivo financeiro da Contabilizei, Eduardo Freitas, explica que tudo começa com um diagnóstico:

“O primeiro passo é analisar a situação das finanças no presente. E, para fazer esse diagnóstico de como está o retrato atual, vale aplicar um método simples, verificando três etapas fundamentais.”

Ele destaca três pilares: quitação ou adiantamento de dívidas, organização das despesas e gestão de risco. Esse passo a passo simples já oferece clareza e aponta onde o dinheiro fará mais diferença.

Vale a pena usar o 13º salário para pagar dívidas?

Vale a pena usar o 13º salário para pagar dívidas

Na maior parte dos casos, sim. Se existem dívidas com juros altos, como cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos sem garantia, usar o 13º para quitá-las ou reduzi-las é a escolha mais vantajosa. Freitas reforça esse ponto:

“Aqui é simples: se o custo efetivo total de uma dívida for superior à rentabilidade líquida que conseguiria em uma aplicação financeira, a decisão racional é quitar a dívida, ainda mais se os juros forem altos.”

Ele também mostra, com um exemplo prático, o impacto de usar o 13º para amortizar:

“Um exercício rápido é somar o total das pendências e comparar com a capacidade real de pagamento mensal. Exemplo: uma pessoa tem renda líquida de R$ 5.000 e custos essenciais de R$ 1.500. Existe uma sobra de R$ 3.500. Se a dívida for de R$ 10.000, ela levaria três meses para quitar organicamente. Usar o 13º para quitar ou amortizar agressivamente essa dívida é a melhor decisão possível.”

Quando possível, negociar com credores também pode gerar descontos significativos quando o pagamento é feito à vista, aumentando o impacto positivo do benefício no orçamento.

Como usar o 13º para organizar as despesas do início do ano?

Quem não tem dívidas urgentes pode aproveitar o 13º para antecipar gastos típicos de janeiro e fevereiro. É o caso de impostos como IPVA e IPTU, material didático e outras contas sazonais que costumam apertar o orçamento logo no início do ano. Segundo Freitas, listar essas despesas é essencial:

“Colocar na ponta do lápis quais são as despesas fixas e sazonais dos próximos meses ajuda na melhor utilização do 13º salário também.”

Dessa forma, IPVA, IPTU, matrícula escolar, material escolar, seguros, mensalidades e reajustes fazem parte dessa lista. Ao organizar tudo com antecedência, fica mais fácil evitar dívidas e manter o controle financeiro.

Esse planejamento evita que o início do ano vire um período de endividamento e reduz a pressão financeira.

Como montar uma reserva de emergência com o 13º salário?

A reserva de emergência é um valor guardado para imprevistos e deve cobrir despesas essenciais. Se as contas estão em dia, o 13º pode ser o momento ideal para criar ou reforçar a reserva de emergência.

Ela permite proteger o orçamento em casos de imprevistos, como problemas de saúde, perda de renda ou despesas inesperadas. Freitas destaca a importância dessa segurança financeira:

“Verificar se já tem uma reserva de emergência porque quem não tem fica exposto a qualquer imprevisto. A regra de bolso: essa reserva deve cobrir entre 6 a 12 meses dos custos fixos.”

Quem é autônomo pode considerar um período maior. Mas, quem é servidor público pode trabalhar com um período menor.

De todo modo, começar com uma pequena parte do 13º já ajuda a criar o hábito de poupar e diminui a dependência de crédito futuramente.

É um bom momento para investir o 13º salário?

Como montar uma reserva de emergência com o 13º salário

Sim, desde que as dívidas estejam controladas e a reserva de emergência esteja encaminhada. Nesse caso, o 13º ajuda você a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos, principalmente em produtos de renda fixa, que trazem mais segurança para quem está começando. Ainda, o especialista ressalta:

“Para o investidor iniciante, a premissa fundamental não deve ser buscar a rentabilidade máxima agressiva, mas sim a preservação do capital e a liquidez.”

Entre as opções de investimento, ele aponta Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária, títulos garantidos pelo FGC e fundos de renda fixa.

  • Tesouro Selic: tem baixíssima oscilação e acompanha a taxa Selic. Investidores tratam o Tesouro Selic como a aplicação mais segura da economia.;
  • CDB com liquidez diária: a remuneração costuma seguir o CDI (primo da Selic). A “liquidez diária” significa que o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento;
  • Fundo de renda fixa: é um fundo que investe em títulos públicos e privados. É importante verificar se a taxa de administração não compromete o rendimento.

Em suma, o objetivo é aprender gradualmente e evitar riscos desnecessários.

Como o 13º pode ajudar quem está com o orçamento apertado?

Para quem está com as contas no limite, o 13º funciona como um “capital de giro pessoal”, permitindo reorganizar o orçamento e evitar um início de ano ainda mais difícil.

Freitas explica essa visão:

“Para quem está com o orçamento restrito, o 13º salário pode atuar como capital de giro sendo uma oportunidade real de virar a página e reorganizar a vida financeira.”

Ele orienta a usar o valor para ajustar contas atrasadas, renegociar contratos e se preparar para despesas fixas de janeiro e fevereiro.

Posso usar parte do 13º nas compras e festas de fim de ano?

Sim, pode, mas precisa de planejamento. Presentes, viagens e confraternizações fazem parte do período, mas precisam caber no orçamento. O ideal é definir um limite, evitar compras por impulso e priorizar itens realmente necessários.

Por fim, se sobrar uma parcela do 13º após quitar dívidas, organizar o início do ano e separar algo para a reserva, é possível aproveitar as festas sem comprometer o orçamento de 2026.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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