A nova subvariante da Covid-19 chamada “Cicada” foi identificada em 2026, circula em ao menos 23 países e apresenta dezenas de mutações que chamam atenção de cientistas. O monitoramento ocorre fora do Brasil e busca entender como essa linhagem se espalha e reage à imunidade da população.
O que é a nova subvariante da Covid-19 ‘Cicada’
A “Cicada”, também chamada de BA.3.2, é uma subvariante da Ômicron. Ela não é uma variante nova independente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, o vírus segue evoluindo com pequenas mudanças. Esse processo é esperado desde o início da pandemia.
De acordo com especialistas, o coronavírus passou a se adaptar de forma contínua. Isso acontece porque a população já tem algum nível de imunidade.
Para entender esse comportamento, o Ministério da Saúde explica que vírus respiratórios costumam sofrer mutações ao longo do tempo para continuar circulando.
O que muda com as 75 mutações da linhagem
A principal diferença da nova subvariante da Covid-19 está na proteína Spike.
Essa estrutura permite a entrada do vírus nas células humanas. A “Cicada” apresenta cerca de 75 mutações nessa região.
Segundo dados científicos publicados pela Organização Mundial da Saúde, alterações na Spike podem facilitar o chamado escape imunológico.
Isso significa que o vírus pode infectar pessoas vacinadas ou que já tiveram Covid-19.
Mesmo assim, esse fator não indica automaticamente maior gravidade da doença.
Sintomas seguem padrão conhecido
Até agora, não há mudança relevante nos sintomas.
Os sinais continuam parecidos com outras subvariantes da Ômicron:
- Febre
- Dor de garganta
- Tosse
- Coriza
- Cansaço
Segundo informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, esse padrão leve tem sido comum nas versões mais recentes do vírus.
Especialistas não identificaram sintomas novos ou mais agressivos ligados à “Cicada”.
Vacinas ainda protegem contra casos graves
As vacinas continuam eficazes, principalmente contra formas graves da doença.
Mesmo com mutações, os imunizantes reduzem o risco de hospitalização e morte.
Estudos recentes da Fundação Oswaldo Cruz mostram que a proteção contra quadros graves pode durar meses após a vacinação.
Isso ocorre porque as subvariantes atuais ainda derivam da Ômicron. Assim, parte da resposta imunológica é mantida.
Há aumento de casos graves ou internações?
Até o momento, não há evidência de aumento de gravidade.
Dados iniciais indicam que o comportamento da doença permanece estável.
A nova subvariante da Covid-19 já chegou ao Brasil?
Não há confirmação oficial da circulação da “Cicada” no Brasil até agora.
Mesmo assim, especialistas consideram provável a chegada da linhagem.
Isso acontece porque subvariantes com alta capacidade de transmissão costumam se espalhar rapidamente entre países.
O Ministério da Saúde mantém o monitoramento contínuo para identificar possíveis casos.
O principal alerta no momento
O foco atual não está apenas na nova subvariante da Covid-19. Especialistas apontam queda na vacinação como principal preocupação. A Covid-19 ainda causa internações, principalmente em idosos, crianças e gestantes. Manter a vacinação atualizada continua sendo a principal forma de proteção.