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STF libera para julgamento ação contra Eduardo Bolsonaro por atuação em tarifaço

Ex-deputado é acusado pela PGR de atuar junto ao governo dos Estados Unidos para promover sanções contra o Brasil
Eduardo Bolsonaro em discurso no plenário, com microfone à frente, em meio a críticas sobre um vídeo de Michelle mencionando Flávio e a palavra “Imaturidade”.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para ir a julgamento a ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. O caso ainda não tem uma data definida para análise.

A ação será julgada pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Carmém Lúcia e o próprio Moraes, relator do processo.

Denúncia da PGR

Em novembro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o caso ao STF. O inquérito apurado pela procuradoria apurou que Eduardo atuou junto ao governo norte-americano para promover o tarifaço contra os produtos exportados pelo Brasil, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e da Corte.

De acordo com a PGR, Eduardo fomentou as ações dos Estados Unidos numa tentativa de impedir a condenação pelo Supremo do ex-presidente Jair Bolsonaro, por trama golpista.

O ex-deputado responde por coação no curso do processo.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, em destaque no contexto da ação judicial movida pelas empresas Rumble e Trump Media nos Estados Unidos.
Alexandre de Moraes é relator do caso e membro da Primeira Turma, responsável pelo julgamento de Eduardo Bolsonaro. (Reprodução/Valter Campanato/Agência Brasil)

Nos EUA desde o ano passado, o réu perdeu o mandato de parlamentar por não comparecer as sessões da Câmara dos Deputados.

Notificação do STF

Antes de liberar o processo para julgamento Moraes notificou via edital o ex-deputado, mas ele não foi encontrado nem ao menos indicou um advogao particular.

Dessa forma o ministro autorizou que a defesa dele fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

Como defesa de Eduardo Bolsonaro, a DPU defende a anulação do caso alegando que Moraes não pode julga-lo, por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras derivadas da Lei Magnitsky


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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