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Governo retira urgência do fim da escala 6×1; entenda o que muda

Governo retirou a urgência do projeto para liberar votações de outras propostas consideradas prioritárias
pauta no plenário com deputados sobre o fim da escala 6x1

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (16). O governo federal decidiu retirar o regime de urgência do projeto que prevê o fim desse modelo de jornada, medida que vinha impedindo a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.

Com a mudança, a pauta do plenário foi destravada e os deputados poderão analisar projetos considerados prioritários pelo governo, como a atualização do teto do Microempreendedor Individual (MEI), a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia.

O que muda com a retirada da urgência?

Na prática, a decisão não significa que a proposta foi abandonada. O projeto continua tramitando no Congresso, mas deixa de ter prioridade automática na pauta de votações da Câmara.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a medida foi adotada para permitir o avanço de outros projetos considerados importantes para o governo. Mesmo assim, ele reforçou que o fim da escala 6×1 segue entre as prioridades da gestão federal.

A proposta prevê o encerramento da jornada em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um, sem redução salarial.

Governo mantém defesa do fim da escala 6×1

Em publicação nas redes sociais, José Guimarães afirmou que o governo continua defendendo a mudança na jornada de trabalho dos brasileiros.

Segundo o ministro, após a aprovação da proposta na Câmara, caberá ao Senado dar continuidade à tramitação e consolidar a medida.

O tema ganhou força nos últimos anos, impulsionado por debates sobre qualidade de vida, saúde mental e equilíbrio entre trabalho e descanso.

Outras pautas avançam na Câmara

A retirada da urgência também abriu espaço para a discussão de outros projetos. Entre eles está o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo.

A proposta prevê punições mais rigorosas para crimes motivados por ódio ou discriminação contra mulheres. Os líderes partidários, porém, decidiram deixar a votação para a última semana de junho.

Além disso, os deputados devem concentrar esforços em matérias ligadas ao MEI, inteligência artificial e proteção às mulheres.

Qual é o próximo passo?

O fim da escala 6×1 continua em tramitação e poderá voltar à pauta da Câmara em outro momento. A retirada da urgência altera apenas o ritmo de análise da proposta, sem encerrar sua discussão.

Enquanto isso, trabalhadores, sindicatos e empresários seguem acompanhando os desdobramentos de uma das mudanças mais debatidas nas relações de trabalho dos últimos anos.

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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