A Polícia Civil concluiu que um acidente envolvendo um menino de nove anos, registrado três meses antes da morte da estudante Maria Eduarda de Freitas na Ponte do Esqueleto, em Limeira, já havia revelado falhas nos procedimentos de segurança adotados pelo grupo responsável pelos saltos. Segundo o inquérito, concluído, a equipe manteve as atividades mesmo após identificar vulnerabilidades, que voltaram a aparecer no acidente que matou a jovem de 21 anos.
Acidente com criança revelou falhas na operação
Segundo a investigação, o menino sofreu ferimentos graves depois que o sistema de frenagem da corda apresentou uma falha durante o salto. Em depoimento à Polícia Civil, o pai afirmou que o filho caiu porque a equipe o liberou antes do momento adequado.
Para os investigadores, esse episódio comprovou que os responsáveis pela operação já conheciam os riscos existentes. Mesmo assim, o grupo continuou promovendo os saltos na Ponte do Esqueleto sem corrigir os problemas apontados.
Estudante morreu no mesmo local meses depois
Três meses depois, Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto realizado na mesma ponte. Conforme o inquérito, a equipe lançou a estudante sem prender a corda de segurança ao corpo.
A jovem ainda recebeu atendimento de emergência. No entanto, não resistiu aos ferimentos.

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Inquérito detalha problemas operacionais
Além do acidente fatal, a investigação identificou diversas falhas na organização da atividade. Entre elas, os policiais destacaram a falta de definição das funções dos integrantes da equipe, a ausência de isolamento da área e o elevado número de saltos realizados em sequência.
Como consequência, esses fatores aumentavam o risco de erro humano e comprometiam a segurança dos participantes.
Polícia indicia quatro envolvidos
Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou quatro pessoas por homicídio com dolo eventual, modalidade em que o investigado assume o risco de provocar a morte.
Entre os indiciados está Evelyne dos Santos, apontada como responsável pela operação dos saltos. Além desse crime, ela também responderá por fraude processual, pois, segundo a investigação, tentou ocultar imagens relacionadas ao acidente.
Os investigadores também apuraram que uma câmera pertencente a Maria Eduarda desapareceu logo após a queda e nunca foi encontrada.
Defesas contestam acusação
O advogado de Evelyne dos Santos informou que discorda do indiciamento e afirmou que apresentará a defesa durante o andamento do processo.
Por outro lado, a defesa de Vitor Freitas contesta o enquadramento por homicídio com dolo eventual. Da mesma forma, os advogados de Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff defendem que o caso seja tratado como homicídio culposo, situação em que não existe intenção de matar.

Caso ganhou repercussão após morte de estudante
O caso ganhou repercussão em abril deste ano, quando a estudante Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Conforme a investigação da Polícia Civil, a jovem foi lançada da estrutura sem que a corda de segurança estivesse presa ao corpo. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
A conclusão do inquérito apresentada acrescenta um novo elemento à apuração: três meses antes da tragédia, outro acidente grave já havia colocado em evidência falhas nos procedimentos de segurança adotados pelo grupo responsável pelos saltos.