A primeira audiência pública sobre a proposta dos Estados Unidos (EUA) de tarifar os produtos exportados pelo Brasil em 25% começou nesta segunda-feira (6). Cerca de 40 empresas e entidades de ambos os países devem participar da reunião. Serão dois dias de audiência.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) apresentou a proposta em junho. De acordo com o órgão, o Brasil vem adotando práticas que prejudicam o comércio americano.
Além disso, o governo dos EUA criticou o sistema de pagamentos do Banco Central brasileiro, o Pix, a importação de etanol e a política nacional de combate à corrupção.
Entre os participantes inscritos estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embraer, entre outras organizações.
O senador Flávio Bolsonaro estará presente na sessão de terça-feira, e cada representante terá até cinco minutos para defender seus argumentos (contra ou a favor da taxação) referentes ao relatório apresentado pelo USTR.
Tarifaço gera embate entre Lula e Flávio Bolsonaro
O clima não é amigável entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Recentemente, os dois políticos trocaram farpas publicamente devido a divergências sobre o “tarifaço“, o Pix e até mesmo a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
Na semana passada, Flávio declarou que a imposição da tarifa contra o Brasil beneficiaria Lula eleitoralmente neste ano. Em contrapartida, o presidente afirmou que o senador deseja apenas adiar o início das taxas para depois do período eleitoral.