A Polícia Civil prendeu duas pessoas e apreendeu 32 veículos, incluindo carros de luxo, durante a segunda fase de uma operação contra um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro em Limeira, no interior de São Paulo. A investigação começou há três meses, após uma instituição financeira identificar um prejuízo estimado em R$ 9 milhões. Além disso, os policiais recolheram celulares, computadores, relógios de luxo, documentos e uma arma de fogo.
Investigação aponta participação de 40 pessoas no esquema
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado contava com pelo menos 40 envolvidos. Além disso, mais de 30 pessoas teriam atuado como “laranjas”, cedendo contas bancárias para movimentações financeiras relacionadas ao esquema.
Nos últimos dez dias, a primeira fase da operação já havia levado quatro investigados à prisão. Agora, com as duas prisões realizadas nesta terça-feira (7), a polícia contabiliza seis detidos durante a investigação.
Os presos foram identificados como Alon Keikon Souza Silva, de 25 anos, e Wagner de Aguiar, de 38 anos. Conforme a Polícia Civil, os dois são considerados integrantes importantes da estrutura investigada e possuem registros policiais anteriores.
Grupo teria explorado falha em sistema de instituição financeira
De acordo com o delegado Leonardo Burger, os suspeitos aproveitaram uma falha em um sistema utilizado pela instituição financeira para obter vantagem ilegal.
O mecanismo, chamado de “cofrinho”, permitia que clientes depositassem valores e recebessem limite equivalente no cartão de crédito. No entanto, segundo a investigação, os envolvidos usavam esse limite em máquinas de cartão e, posteriormente, cancelavam as operações para recuperar o dinheiro depositado.
Dessa forma, o grupo conseguia utilizar o limite liberado sem manter os valores correspondentes na instituição, causando o prejuízo milionário identificado durante a apuração.
Operação apreendeu veículos de luxo e bens avaliados em milhões
Durante a ação em Limeira, a Polícia Civil apreendeu 32 veículos. Entre os carros recolhidos está um modelo avaliado em aproximadamente R$ 3 milhões.
Além dos automóveis, os agentes encontraram celulares, computadores, relógios de luxo, documentos e uma arma de fogo. Todos os materiais serão analisados para auxiliar no avanço das investigações.
Defesas afirmam que ainda analisam o caso
A defesa de Alon Keikon Souza Silva informou que tomou conhecimento da operação por meio das informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa. Além disso, os advogados disseram que ainda não tiveram acesso ao inquérito e que vão acompanhar o caso para garantir o direito à ampla defesa.
Por outro lado, a defesa de Wagner de Aguiar afirmou que o procedimento tramita sob sigilo. Segundo os advogados, a falta de acesso aos documentos impede, neste momento, uma manifestação detalhada sobre a investigação.