Uma doença silenciosa, mas altamente contagiosa. Os casos de sarampo no Estado de São Paulo aumentaram significativamente neste ano.
Com isso, as campanhas de vacinação se intensificaram e o alerta para atualizar a caderneta de vacinação nunca foi tão importante.
Só neste ano de 2026, o estado já confirmou 23 casos da doença, que possui uma alta capacidade de se propagar rapidamente pelo ar. Para a prevenção, há campanhas de vacinação em todo o País. Mas você sabe quem pode e quem não pode se vacinar?
Quem não deve tomar a vacina e por quê?
Gestantes: A vacina é contraindicada durante a gravidez. Como o sistema imunológico da grávida trabalha de forma mais lenta para proteger o feto, a versão enfraquecida do vírus pode gerar infecção. Há também o risco de o vírus atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do bebê.
Planejamento e pós-parto: O ideal é atualizar a vacina tríplice viral pelo menos um mês antes de engravidar. Se a mulher tomar a dose sem saber que estava grávida, deve informar o médico no pré-natal. No pós-parto e durante a amamentação, a vacina está liberada, pois o vírus não passa para o leite materno.
Bebês menores de 6 meses: O sistema de defesa das crianças nessa faixa etária ainda não está maduro para receber o imunizante. Além disso, eles costumam estar protegidos pelos anticorpos transmitidos pela mãe.
Pessoas com imunodeficiência ou imunossupressão: Quem tem imunidade gravemente comprometida, faz quimioterapia ou usa medicamentos que baixam as defesas do corpo (como corticoides e imunossuportores para lúpus e artrite reumatoide) não deve se vacinar sem orientação médica prévia.
Exceções: Pessoas que vivem com HIV podem receber a vacina em situações específicas, desde que estejam em tratamento, com a carga viral controlada e boa resposta imunológica.
Histórico de anafilaxia (alergia grave): A dose é contraindicada para quem teve reação alérgica grave a doses anteriores ou a componentes do frasco (como gelatina ou neomicina). Atenção: Alergia a ovo não impede a vacinação.
Estou com gripe ou febre. Posso me vacinar?
Se houver febre, é necessário esperar a melhora — o recomendado é estar há pelo menos 24 horas sem febre e em bom estado geral. A pausa evita que sintomas de uma infecção sejam confundidos com reações da vacina. Pessoas apenas com resfriado leve e sem febre podem tomar a dose normalmente.
Pessoas com 60 anos ou mais precisam da vacina?
Idosos não fazem parte do público-alvo das campanhas de rotina porque as autoridades de saúde consideram que essa faixa etária já teve contato natural com o vírus ao longo da vida, desenvolvendo imunidade duradoura.
Exceção: Idosos sem comprovação de vacinação ou da doença que tiveram contato direto com casos suspeitos ou confirmados de sarampo devem passar por avaliação médica para receber o imunizante.
Já tive sarampo no passado. Preciso de outra dose?
Se a doença foi confirmada por médico ou exame de laboratório, não é preciso tomar a dose adicional. Porém, quem apenas acha que teve, mas não tem comprovação, deve se vacinar.
Não sei se fui vacinado ou perdi o comprovante. O que fazer?
Na dúvida ou na falta de registro na caderneta, a orientação é se vacinar. A dose adicional não traz prejuízos para quem já está imunizado e garante a proteção de quem não estava.
Aplicação com outras vacinas
Na maioria dos casos, a vacina contra o sarampo pode ser aplicada no mesmo dia que outros imunizantes. No entanto, se for combinada com outras vacinas de vírus vivo atenuado e a aplicação não ocorrer no mesmo dia, é necessário respeitar um intervalo de quatro semanas entre elas.
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