A Justiça marcou para a próxima quarta-feira (23) a segunda audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump em uma ponte entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A primeira sessão ocorreu nesta quinta-feira (17), no Fórum de Limeira, e contou com o depoimento de quatro testemunhas de acusação.
A audiência começou às 12h30 e terminou às 18h. A próxima etapa prevê a oitiva de outras testemunhas. Os quatro réus, que estão presos preventivamente, serão interrogados pela Justiça após o encerramento dos depoimentos das testemunhas.
Segunda audiência terá novos depoimentos
A nova sessão foi agendada para dar continuidade à fase de instrução do processo. Nessa etapa, a Justiça reúne depoimentos e outros elementos que podem contribuir para a análise das circunstâncias da morte de Maria Eduarda.
Os acusados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Os três primeiros são apontados como instrutores diretamente ligados ao salto, enquanto Evelyne é identificada na denúncia como organizadora do evento.
Após a oitiva de todas as testemunhas, os réus deverão prestar depoimento em interrogatório judicial.
Réus respondem por homicídio com dolo eventual
Os quatro envolvidos respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado. Essa modalidade de acusação ocorre quando o Ministério Público sustenta que os acusados assumiram o risco de produzir a morte.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público:
- Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves: respondem por homicídio com dolo eventual, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
- Evelyne dos Santos Gonçalves: responde por homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, além de fraude processual.
As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo. Os réus têm direito à defesa e à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.

Denúncia aponta falhas na segurança do salto
Segundo o Ministério Público, os responsáveis pela atividade conheciam os riscos do rope jump, mas não teriam adotado as medidas necessárias para garantir a segurança dos participantes.
Entre os problemas apontados na denúncia estão a ausência de conferência da conexão da corda de segurança e a falta de dupla checagem dos equipamentos antes do salto.
O órgão também sustenta que os envolvidos deixaram de cumprir exigências de segurança e que interesses financeiros e a divulgação da atividade nas redes sociais teriam sido priorizados.
As alegações fazem parte da acusação apresentada à Justiça. A responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da análise das provas e dos argumentos das partes.
Jovem morreu após ser lançada sem cordas
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em 13 de junho de 2026, após participar de um salto de rope jump em uma ponte conhecida como Ponte do Esqueleto, na região entre Limeira e Cordeirópolis.
Segundo as informações do caso, a jovem foi lançada sem as cordas de segurança durante a atividade e sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros.
A Polícia Civil indiciou quatro pessoas pela morte. Posteriormente, o Ministério Público apresentou denúncia contra os envolvidos, dando início à ação penal.
O que acontece depois das audiências?
A instrução processual continuará com a coleta dos depoimentos das testemunhas e, posteriormente, os interrogatórios dos quatro réus.
Ao final dessa fase, o juiz deverá analisar os elementos reunidos e decidir o próximo encaminhamento do processo. Entre as possibilidades está a pronúncia dos acusados, que levaria o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri, caso estejam presentes os requisitos legais.
A decisão dependerá da avaliação das provas e das manifestações da acusação e da defesa.
Relembre o caso:




