Quatro tripulantes precisaram se jogar no mar para sobreviver a uma colisão envolvendo um navio porta-contêineres e duas balsas na travessia entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), no canal do Porto de Santos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a batida envolveu o navio Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, e as balsas FB-15 e FB-14. A FB-15 realizava manobra de apoio e rebocava a outra embarcação. Foi nesse momento que ocorreu o abalroamento. A colisão aconteceu por volta das 21h30.
Diante da aproximação do cargueiro, o comandante e três marinheiros que estavam na FB-15 decidiram pular na água segundos antes do impacto. A decisão evitou que fossem atingidos diretamente pela estrutura metálica. No escuro da noite, eles nadaram até a margem. O resgate mobilizou populares que estavam próximos ao local.
Resgate
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), as balsas estavam fora de operação e não transportavam passageiros nem veículos. Apenas as tripulações permaneciam a bordo. Isso reduziu o risco de vítimas em maior número. Ainda assim, o momento foi de extrema tensão.
Testemunhas que estavam em terra ajudaram no salvamento improvisado. Boias e coletes foram lançados na direção dos trabalhadores que estavam na água. Lanchas da Praticagem do Porto de Santos também foram acionadas para auxiliar. Todos os quatro tripulantes foram retirados em segurança.
O que dizem as autoridades?
Segundo a Semil, os danos se concentraram na proa da FB-15. Após o acidente, as duas balsas foram atracadas no lado de Santos. Elas permanecem fora de operação, aguardando vistoria da Capitania dos Portos. Conforme apurado pelo VTV News nesta terça (17), a travessia segue funcionando com as demais embarcações da frota.
A APS informou que o navio realizava manobra de saída quando atingiu as balsas, que cruzavam o canal de navegação. Informações preliminares apontam que uma das embarcações estava sendo rebocada. O navio seguiu para a área de fundeio após o choque. Horas depois, atracou em terminal portuário.
Já a Praticagem afirmou que houve contato por rádio antes da passagem do navio. Segundo a entidade, as balsas teriam atravessado inadvertidamente à frente do cargueiro. A dinâmica exata ainda será apurada, e a investigação ficará a cargo da Capitania dos Portos de São Paulo (CP-SP).