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Campinas endurece fiscalização e passa a aplicar bafômetro em condutores

Com 40% dos acidentes ligados ao álcool, operação intensifica abordagens e amplia campanhas educativas
Campinas endurece fiscalização e passa a aplicar bafômetro em condutores

A Emdec anunciou, nesta quinta-feira (13), que passará a utilizar o bafômetro em suas fiscalizações para coibir a mistura de álcool e direção em Campinas.

A nova estratégia, realizada em parceria com a Guarda Municipal (GM), marca o uso do aparelho nas blitze e integra a campanha municipal de combate ao álcool no trânsito. O objetivo é reduzir mortes e lesões graves causadas pela combinação de bebida e direção.

Batizada de Operação pela Vida, a ação terá blitze integradas entre Emdec e GM. Operações-piloto acontecem em novembro e dezembro; o cronograma oficial está previsto para janeiro de 2026, com pontos escolhidos a partir do mapa de locais críticos para acidentes.

Segundo o gerente de Fiscalização e Operação da Emdec, Claudionir Thomás de Sá, agentes da empresa e da GM passaram por capacitação para aplicar o teste de etilômetro. A partir de agora, a Emdec atua como força complementar na aplicação da Lei Seca na cidade.

Dados preocupantes

O álcool foi responsável por 38,1% das mortes no trânsito em Campinas em 2024, presente em 51 dos 134 sinistros analisados. Entre 2024 e 2025, 29 acidentes fatais em vias urbanas envolveram motoristas alcoolizados.

De 2020 a julho de 2025, a Emdec registrou 274 mortes por embriaguez ao volante: 145 em rodovias e 129 em vias urbanas.

O que diz a lei

Os bafômetros utilizados são certificados pelo Inmetro, e o primeiro teste válido é considerado prova oficial.

Dirigir sob efeito de álcool é infração gravíssima multiplicada por dez, com multa de R$ 2.934,70, suspensão da CNH por 12 meses e retenção do veículo. A recusa ao teste gera as mesmas penalidades.

Quando o resultado do teste é igual ou superior a 0,34 mg/L, configura crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição da habilitação.


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Autor

  • Aline Oliveira

    Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Atua há mais de sete anos como repórter, com passagens pela Revista Quem, CNN Brasil e UOL.

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