O aumento de aluguel tem impactado diretamente a vida de milhões de brasileiros, que encontram dificuldades para financiar a casa própria diante dos juros altos e da inflação. Segundo a PNAD Contínua do IBGE, o número de domicílios alugados cresceu 45% em oito anos, chegando a 17,8 milhões em 2024. A mudança no perfil habitacional reflete tanto a restrição do crédito quanto a busca de investidores pelo mercado de locação.
Por que o aumento de aluguel acontece?
A taxa Selic elevada é um dos principais fatores. Entre 2022 e 2024, os juros básicos da economia saltaram de 7,75% para 12,25% ao ano, encarecendo os financiamentos. Hoje, quem deseja comprar um imóvel financiado paga entre 11% e 14% ao ano de juros, mais a TR. Isso torna as prestações inviáveis para muitas famílias.
Dificuldade para financiar e dar entrada
Além do peso dos juros, a inflação corrói a renda e dificulta juntar dinheiro para a entrada do financiamento. Bancos financiam, em média, 70% a 80% do valor do imóvel, exigindo que o comprador arque com o restante. Para muitos, a saída tem sido alugar, mesmo com o aumento de aluguel em grandes cidades.
Crescimento do mercado de locação
Se por um lado o aumento de aluguel pesa no bolso dos inquilinos, por outro lado se transforma em uma oportunidade para investidores. Muitos enxergam na locação uma renda segura e de longo prazo, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A verticalização das cidades, com a multiplicação de prédios e apartamentos, reforça ainda mais essa tendência.
O futuro do aluguel no Brasil
Especialistas afirmam que, se os juros permanecerem altos, a tendência é de continuidade no crescimento do mercado de locação. Assim, o aumento de aluguel deve seguir pressionando o orçamento das famílias, ao mesmo tempo em que atrai cada vez mais investidores.