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Congresso Nacional retoma trabalhos sob calendário eleitoral e “ano encurtado”

Com foco em votações no primeiro semestre, governo tenta avançar com pautas sociais enquanto oposição mobiliza CPIs e críticas ao STF
Câmara dos deputados (Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

Deputados e senadores retornam nesta segunda-feira (2) aos trabalhos legislativos após recesso de pouco mais de 40 dias, em um ano encurtado pelo calendário eleitoral e por eventos de grande repercussão, como a Copa do Mundo, feriados nacionais e eleições.

A expectativa, segundo interlocutores, é de que a maioria das deliberações relevantes se concentre no primeiro semestre, antes do início das campanhas municipais previstas para outubro.

A sessão solene de reabertura está marcada para as 15h, no Plenário da Câmara dos Deputados, e será presidida pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), em rito que inclui a leitura de mensagens dos Três Poderes e a formalização da 4ª sessão legislativa da atual legislatura, iniciada em 2023.

Como de praxe, a cerimônia contará com a presença dos Dragões da Independência, salva de tiros e execução do Hino Nacional, num protocolo que remonta à Primeira República.

Hugo Motta e Davi Alcolumbre em cerimônia solene no Plenário da Câmara durante abertura dos trabalhos legislativos.
Hugo Motta e Davi Alcolumbre durante abertura da sessão no ano passado (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Disputas em torno das prioridades

No retorno ao plenário, o governo federal tenta destravar pautas de impacto social e eleitoral, como a medida provisória que institui o programa “Gás do Povo, voltado à distribuição gratuita de botijões de gás a famílias de baixa renda.

Outra frente de interesse do Executivo é o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, defendido como avanço nas relações laborais.

Já a oposição se articula para pautar temas sensíveis à imagem do governo. O foco está voltado à segurança pública e à tentativa de instalação de comissões parlamentares de inquérito, como a CPMI do INSS e a investigação sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

No Senado, além do enfrentamento em torno de vetos presidenciais, o Planalto deverá lidar com resistências à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A nomeação é vista como um teste de força política na Casa, onde setores independentes demonstram desconforto com a escolha.

Presidente Lula ao lado de Jorge Messias em registro oficial após indicação para vaga no STF.
Lula indicou Jorge Messias para o Supremo (Foto: Reprodução / STF)

Mensagem do Executivo e reação dos Poderes

Durante a sessão, será lida a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os projetos considerados prioritários para 2026. A presença do chefe do Executivo é facultativa, sendo comum que o conteúdo seja entregue por representantes do governo. O texto será sucedido pelas manifestações do Supremo Tribunal Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), deve encerrar a solenidade com discurso formal. Conforme determina o rito, não há previsão de pronunciamento dos demais parlamentares durante a sessão de abertura.

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A expectativa é que o Presidente Lula esteja na abertura dos trabalhos legislativos (Foto: Reprodução)

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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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