A política de segurança digital começou a ser aplicada nas escolas municipais de Piracicaba neste mês. A medida foi lançada pela Secretaria Municipal de Educação e inclui atividades sobre uso consciente da internet para alunos do 4º e 5º ano. O projeto será desenvolvido ao longo do ano letivo em unidades da rede municipal.
Política de segurança digital começa nas escolas municipais
Vinte turmas vão participar do Programa de Formação Cyber Agentes, criado pelo Instituto Tec Kids. A iniciativa integra a nova política pública voltada ao ambiente digital escolar.
O programa utiliza a plataforma HackShield Heroes. A ferramenta transforma o aprendizado em jogos, desafios e missões educativas. As atividades fazem parte da rotina das aulas.
Os estudantes terão contato com conteúdos sobre golpes virtuais, cyberbullying, fake news e proteção de dados. O objetivo é orientar crianças sobre riscos da internet e formas de navegação segura.
Segundo a Prefeitura de Piracicaba, o programa terá duração de até oito semanas durante o ano. A proposta também prevê avaliações para acompanhar o desempenho dos alunos nas atividades.
Segurança digital terá foco em prevenção e orientação
A nova política de segurança digital também inclui ações voltadas às famílias e profissionais da educação. A intenção é ampliar a orientação sobre comportamento online e uso responsável das tecnologias.
De acordo com o prefeito Hélio Zanatta, o município pretende ampliar iniciativas ligadas à cidadania digital e prevenção de riscos no ambiente virtual.
“O programa faz parte de uma estratégia mais ampla, que inclui novas ações, formação continuada e adequações curriculares, porque entendemos que segurança digital não é um tema isolado. É uma necessidade permanente da educação atual”, afirmou.
A secretária municipal de Educação, Juliana Vicentin, afirmou que as escolas precisam atuar também na proteção dos estudantes no ambiente online.
“Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada, em que o ambiente digital faz parte da vida de crianças, adolescentes e adultos de forma intensa e permanente. Diante dessa realidade, a escola precisa estar preparada não apenas para ensinar, mas também para proteger, orientar e formar cidadãos conscientes, éticos e seguros no uso das tecnologias”, destacou.
Ela destacou que crianças e adolescentes convivem diariamente com plataformas digitais, redes sociais e aplicativos. Por isso, o ensino sobre segurança digital passa a fazer parte da formação escolar.

Projeto segue leis sobre proteção de crianças na internet
A professora Herika Machado, responsável pela formação em tecnologia, explicou que o plano acompanha normas nacionais voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Entre as legislações citadas estão o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados.
As regras tratam de direitos, privacidade, proteção de informações pessoais e responsabilidade no uso da internet. O município também citou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, aprovado em 2025.
Segundo o governo federal, a Lei Geral de Proteção de Dados estabelece normas para coleta e tratamento de informações pessoais no país. Já o Marco Civil da Internet define princípios para uso da rede no Brasil.
Escolas terão atividades sobre convivência digital
As ações também vão abordar convivência saudável no ambiente virtual. O conteúdo inclui limites no uso da tecnologia e relação entre família, escola e internet.
A proposta prevê discussões sobre comportamento online dentro e fora da sala de aula. Os alunos serão orientados sobre compartilhamento de informações e identificação de situações de risco.
A Secretaria de Educação informou que outras ações ligadas à segurança digital poderão ser incorporadas futuramente à rede municipal de ensino.