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Caso Henry Borel: advogado de Jairinho retorna ao júri quatro dias após infarto

Defensor de Dr. Jairinho sofreu infarto há quatro dias e deve retornar ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (28), com acompanhamento médico
Retrato de Henry Borel sorrindo, ilustrando a cobertura jornalística sobre o julgamento dos acusados Jairinho e Monique Medeiros.

Fabiano Tadeu Lopes, advogado que lidera a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, anunciou que retornará ao Tribunal do Júri ainda nesta semana para o julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, mesmo tendo sofrido um infarto há quatro dias.

A saúde do advogado foi utilizada pela defesa de Jairinho como motivo para mais um adiamento do júri. A informação da volta de Fabiano foi confirmada pelo também advogado do acusado, Rodrigo Faucz, à Agência Brasil.

Para retornar ao trabalho, Fabiano teve que assinar um termo de responsabilidade. A volta ao tribunal deve acontecer nesta quinta-feira (28), com acompanhamento médico.

Na segunda-feira (25), a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável por presidir o julgamento, foi informada de que Fabiano estava com 30% da capacidade cardiorrespiratória.

Julgamento

Jairinho e a ex-companheira, Monique Medeiros, são acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021.

Menino Henry Borel sorrindo; destaque para o início do julgamento do caso Henry Borel no Tribunal do Júri.
Henry Borel morreu em março de 2021. (Reprodução/Instagram)

Nesta quarta-feira (27), o julgamento entra em seu terceiro dia. A sessão do Tribunal do Júri foi retomada depois do adiamento em 23 de março, quando a defesa de Jairinho abandonou o júri alegando falta de acesso às provas.

No início desta semana, Jairinho solicitou à juíza responsável pelo caso que o julgamento fosse adiado devido ao estado de saúde de seu advogado, apontado por ele como o líder da equipe de defesa e o mais bem preparado para representá-lo. Jairo chegou a destituir os demais advogados de sua equipe.

A juíza considerou o movimento realizado pelo acusado como uma forma de atrasar o julgamento, mas como o réu estava sem defesa, iria deferir o pedido. Porém, ao aceitar o adiamento, Jairinho seria transferido para o presídio Bangu 1, o que o fez recuar quanto ao pedido e restituir sua equipe de defesa.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e ré no processo, durante sessão de julgamento no Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada pela morte do filho. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Relembre o caso

Henry morreu no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado a um hospital particular no mesmo bairro, onde os responsáveis alegaram que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões por ação violenta no corpo da criança, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

Diante das investigações, a Polícia Civil concluiu que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Eles foram presos em 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho é acusado de seis crimes, entre eles homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Monique responde por sete crimes, sendo um deles homicídio por omissão de socorro.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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