A Prefeitura de Limeira anunciou nesta quarta-feira (17) obras na Ponte do Esqueleto, com intervenções voltadas à segurança do local, após a morte da jovem Maria Eduarda, ocorrida no último sábado (13) durante a prática de rope jump.
As obras no local ocorrem em parceria com o Governo Federal e incluem o fechamento de acessos irregulares. De acordo com a Prefeitura, o órgão foi acionado para prestar apoio na realização dos serviços emergenciais.
A administração local divulgou que vão ser executados:
- As obras estruturais permanentes;
- construção de muros de contenção;
- a manutenção das valetas;
- demais medidas de fechamento da área.
Além disso, a administração municipal informou no dia do ocorrido que pretende processar o Governo Federal em razão do caso. Segundo o Executivo municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente da União.”
Em publicações nas redes sociais, o prefeito de Limeira, Murilo Félix, afirmou que é inadmissível que o Governo Federal se omita da responsabilidade pela ponte.
“A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”, afirmou o prefeito Murilo Félix.
Em resposta, a União informou que realizou reuniões recentes com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Félix, e suas equipes. Nos encontros, representantes dos governos federal e municipais reiteraram a intenção de atuar em conjunto para restringir o acesso à ponte até que seja encontrada uma solução definitiva para o local.
Histórico
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã do último sábado (13) após ser lançada de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump sem o equipamento de segurança preso ao corpo. O caso ocorreu na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
O momento da queda foi registrado em vídeo por testemunhas, que flagraram quando a jovem foi empurrada da plataforma sem que a corda estivesse conectada ao equipamento de proteção.
Nesses vídeos mostram que a jovem que a jovem portava uma câmera presa ao corpo no momento do lançamento da plataforma na Ponte do Esqueleto. O equipamento não foi localizado pelas equipes de resgate.
Três homens de 42, 32 e 27 anos estão presos e serão investigados por homicídio com dolo eventual após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Um era bombeiro civil e os outros ajudaram nos preparativos para os saltos. Inicialmente, seis haviam sido detidos.
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