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Cidades com pendências fiscais voltam a ter acesso a emendas federais

A expectativa é que a flexibilização das regras beneficie pelo menos 3,1 mil municípios
Sessão no Senado Federal com parlamentares em plenário e votação em andamento, destacando a aprovação da aposentadoria especial para agentes de saúde.

O Congresso Nacional realizou uma sessão conjunta nesta quinta-feira e derrubou uma série de vetos da Presidência da República à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Ao todo, o Executivo havia vetado 44 dispositivos da lei (no documento VET 51/2025), e os parlamentares decidiram restaurar quatro deles.

Como a decisão foi tomada pela maioria absoluta de deputados federais e senadores, esses itens agora seguem direto para a promulgação.

Os quatro pontos restaurados na LDO

Os quatro dispositivos que voltam a valer na lei tratam dos seguintes temas:

  • Liberação para municípios com pendências fiscais: Cidades de até 65 mil habitantes que estejam inadimplentes poderão assinar convênios com o governo federal e receber recursos de emendas e programas.

  • Dispensa de comprovação no CAUC: Esses mesmos municípios ficam livres de comprovar regularidade no CAUC (sistema do Tesouro Nacional que centraliza a situação fiscal, administrativa e previdenciária) quando o assunto for transferência e doação de bens, materiais e insumos.

  • Doações em período eleitoral: Fica permitida a doação de bens, dinheiro ou benefícios pelo Poder Público durante o “defeso eleitoral” (período de restrições para evitar o uso da máquina pública nas eleições), desde que haja uma condição ou encargo definida pelo doador (exemplo: doar um terreno com a exigência de que nele seja construída uma escola).

  • Verba para estradas e hidrovias: Permissão para a União destinar dinheiro do orçamento para construir e manter rodovias estaduais e municipais, além da malha hidroviária do país.

Por que os vetos foram derrubados?

De acordo com o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, a medida atende a pedidos urgentes de prefeitos e vereadores. A expectativa é que a flexibilização das regras fiscais beneficie pelo menos 3,1 mil municípios de pequeno porte. A ação ocorre, segundo o senador, devido a um cenário de desafios orçamentários e fiscais enfrentados pelas prefeituras para implementar políticas públicas.

Vale ressaltar que, no ano passado, a Presidência da República já havia vetado um dispositivo semelhante de flexibilização para os municípios, e o Congresso Nacional também derrubou o veto na época.

*Com informações da Agência Senado


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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