A ausência de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em suas funções como escrivão da Polícia Federal tornou-se alvo de uma investigação interna. A Corregedoria da corporação no Rio de Janeiro instaurou um processo administrativo disciplinar sumário para verificar se as faltas do agora ex-deputado caracterizam abandono de cargo. O procedimento analisa o histórico de assiduidade de Eduardo, que mantém vínculo concursado com a instituição.
Retorno determinado após perda de mandato
Eduardo teve seu mandato como deputado federal extinto em dezembro de 2025, após ultrapassar o limite de ausências permitidas no plenário da Câmara. Com a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a PF determinou, em 2 de janeiro, o retorno imediato do servidor ao posto que ocupava anteriormente.
Caso a infração administrativa seja comprovada, a investigação pode resultar na demissão definitiva do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal G1 e confirmadas pelo SBT News.
Viagem ao Oriente Médio
Até o momento, Eduardo não se posicionou oficialmente sobre a determinação da PF. Atualmente, ele cumpre agenda em Bahrein, no Oriente Médio, acompanhado de seu irmão, Carlos Bolsonaro. Apesar da ausência física no Brasil, ele segue ativo nas redes sociais comentando o cenário político nacional e mundial.
Histórico e processos no STF
Eleito por São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo acumulou 59 ausências não justificadas na Câmara dos Deputados. Ele chegou a solicitar licença parlamentar para viajar aos Estados Unidos em março de 2025, mas não retornou ao país após o fim do prazo, em 21 de julho.
Além do processo administrativo na PF, Eduardo Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação envolve a promoção de sanções internacionais contra o Brasil com o objetivo de interferir nas investigações que apuram uma suposta trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.