A ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou que a comunidade criada por ela para receber contribuições financeiras saiu do ar.
Em vídeo publicado nas redes sociais na noite de terça-feira (3), ela informou que todas as inscrições foram reembolsadas e que ainda não sabe o motivo pelo qual a plataforma brasileira cancelou a iniciativa.
“Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas. A plataforma foi cancelada também. Eu tive um acesso, mas mostra zero inscritos”, afirmou.
Segundo Zambelli, a página aparece sem participantes e continua indisponível. A proposta, divulgada no mesmo dia, previa a cobrança mensal de R$ 50 por inscrição.
Na ocasião, ela informou que pretendia compartilhar conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas do conhecimento e relatos sobre o período em que esteve presa.
Comunidade cancelada
Após o encerramento da iniciativa, a ex-deputada anunciou que lançará uma nova campanha de arrecadação em uma plataforma internacional, a qual permite doações anônimas.
Segundo ela, o objetivo é custear sua permanência no país europeu. Ainda na gravação, Zambelli disse que não tem medo de trabalhar e não se envergonha de pedir auxílio quando necessário.
“Eu não tenho vergonha nem de trabalhar e nem de pedir ajuda, quando a gente chega no limite de ter que pedir”, declarou.
Após o cancelamento, ela afirmou que agora usará uma plataforma internacional para que consiga arrecadar dinheiro.
O que aconteceu?
Na manhã de terça (3), Carla Zambelli havia publicado um vídeo divulgando a comunidade exclusiva com assinatura mensal de R$ 50. Nesse primeiro pronunciamento, afirmou que seus bens estão bloqueados e que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu seu nome na lista da Interpol.
Ainda segundo ela, a inclusão nessa lista internacional a impede de abrir uma conta bancária na Itália, impossibilitando-a de trabalhar formalmente.
“Eu vim trazer essa situação para vocês porque realmente eu já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida, porque além de ter bloqueado tudo meu, ele também me impediu de abrir conta-corrente em qualquer lugar do mundo”, disse no primeiro vídeo.
Por que Zambelli não pode abrir uma conta bancária?
Em seu relato, a ex-parlamentar explicou que, no alerta da Interpol no qual foi inserida, consta que teria realizado invasão a sistemas financeiros, o que gerou restrições e inviabilizou a abertura de contas correntes no exterior.
A ex-parlamentar reside na Itália desde 2025, ano em que deixou o Brasil após as sentenças do STF. Ela acumula duas condenações transitadas em julgado no país.
Além disso, chegou a ficar detida em Roma por cerca de dez meses, obtendo a liberdade em maio deste ano.
Condenações:
- 10 anos de prisão: por contratação de hacker para inserção de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
- 5 anos e 3 meses de prisão: por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com perseguição armada a um cidadão em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.




