A pneumo20 já começou a ser oferecida pelo SUS para pessoas com 85 anos ou mais em todo o Brasil. A nova estratégia do Ministério da Saúde pretende ampliar a proteção dos idosos contra infecções que podem provocar pneumonia, meningite e outras complicações graves.
Mais de 2,3 milhões de brasileiros fazem parte do público-alvo. A meta do governo é vacinar pelo menos 90% dessas pessoas.
Quem pode tomar a pneumo20 pelo SUS?
Neste momento, a pneumo20 está disponível de forma ampla para pessoas com 85 anos ou mais. Para receber a dose, basta apresentar um documento que comprove a idade. Não é necessário levar receita ou prescrição médica.
O esquema, porém, muda de acordo com as vacinas pneumocócicas que o idoso já tomou:
- Nunca tomou vacina pneumocócica: recebe uma dose única da pneumo20;
- Tomou uma dose da Pneumo 13 ou Pneumo 15: pode receber a pneumo20 após intervalo mínimo de dois meses;
- Tomou apenas uma dose da Pneumo 23: deve esperar pelo menos um ano;
- Tomou duas doses da Pneumo 23: não há indicação da nova vacina nesta estratégia;
- Tomou Pneumo 13 ou 15 e também Pneumo 23: não há indicação da pneumo20 nesta estratégia.
As equipes de saúde podem verificar o histórico de vacinação antes da aplicação para definir a orientação correta.
Contra quais doenças a vacina protege?
A vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, relacionada a diferentes tipos de infecção.
Entre as principais doenças estão a pneumonia e a meningite. A bactéria também pode provocar quadros mais graves, principalmente em pessoas com idade avançada ou com outras condições de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, o envelhecimento do sistema imunológico aumenta o risco de complicações. Em 2025, pessoas com 80 anos ou mais registraram taxa de 2.902,7 hospitalizações por pneumonia para cada 100 mil habitantes.
Entre os brasileiros com 85 anos ou mais, a mortalidade por pneumonia chegou a 743,1 óbitos por 100 mil habitantes no mesmo ano.
Onde tomar a nova vacina?
A vacinação ocorre nas unidades de saúde e também pode acontecer por ações fora dos postos ou diretamente no domicílio.
O Ministério da Saúde orientou os municípios a procurar idosos que ainda não tenham recebido as doses indicadas. A prioridade inclui pessoas com dificuldade de locomoção, fragilidade, comorbidades, dependência funcional ou pouco suporte familiar.
A distribuição das doses para esse novo público começou em setembro. Os próximos lotes serão enviados aos estados de acordo com a quantidade de pessoas elegíveis, aplicações realizadas e estoques disponíveis.
A vacina já fazia parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças menores de 5 anos desde junho de 2026. Para pessoas entre 60 e 84 anos com condições específicas, como idosos acamados ou institucionalizados, o imunizante também continua disponível dentro das estratégias especiais do SUS.
O Ministério da Saúde prevê ampliar gradualmente o acesso para outras faixas etárias, considerando critérios de risco e vulnerabilidade.
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